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No dia 20 de Maio é celebrado o Dia mundial das Abelhas! Essa data foi criada pela Organização das Nações Unidas  (ONU) em Dezembro de 2017, com objetivo de relembrar a importância da polinização para o desenvolvimento sustentável e também para a produção de alimentos. Além disso, as abelhas  ganharam o título de “Animal  vivo mais importante do mundo” durante um encontro na Sociedade Geográfica Real de Londres, organizado pelo Earthwatch Institute, em 2019. Esse título foi uma homenagem pelo papel crucial das abelhas na manutenção da biodiversidade e no equilíbrio dos ecossistemas.

Pequenos em tamanho,  gigantes em importância!

Atualmente existem 20.000 mil espécies de abelhas que fazem um importante trabalho para o ecossistema, a polinização, um processo de transferência dos grãos de pólen entre a parte masculina (anteras) e a parte feminina (estigma) de uma flor (BRIGGS & WALTER, 1997). 

Mesmo sendo de suma importância para a manutenção dos ecossistemas e da vida, já que através dele 85% das plantações e flores são polinizadas, as abelhas estão desaparecendo mundialmente. Um estudo aponta que houve uma grande redução desses animais entre os anos de 2006 e 2015, e mas nas últimas décadas, o avistamento de diversas espécies de abelhas diminuiu cerca de 25% (Zattara e Aizen, 2021).

Mas se as abelhas desaparecerem o que acontece com o planeta? 

Bem, como as abelhas polinizam grande parte da base alimentar de diversas espécies de animais, isso impactaria diretamente na cadeia alimentar e na diversidade de fauna e flora do planeta. Isso também resultaria numa diminuição da produção de alimentos, gerando insegurança alimentar, afetando a economia e quiçá, uma redução de populações, incluindo nós seres humanos.

Quem são as abelhas?

As abelhas são insetos, que pertencem ao grupo das vespas, formigas e moscas. Possuem uma carapaça rígida chamada de exoesqueleto, o corpo dividido em 3 partes: cabeça, tórax e abdômen; No tórax apresentam 3 pares de patas e um par de asas, na cabeça um par de antenas e um par de olhos. Além disso, por serem invertebrados, seu crescimento é indireto e por mudas, em um processo que chamamos ecdise, deixando para trás o exoesqueleto antigo ou exúvia.

 Anatomia externa de uma abelha. Fonte: Toda a matéria.

Quando falamos de abelha, geralmente a primeira imagem que vem à nossa cabeça é a imagem da abelha amarela e preta e o perigo da dolorosa picada de seu ferrão. Porém,  existe uma diversidade de abelhas de cores, formas, hábitos (SILVEIRA; MELO; ALMEIDA, 2002), e é essa diversidade que vamos conhecer hoje!  

Como comentado anteriormente no texto, há cerca de 20.000 espécies de abelhas no mundo, sendo a mais conhecida, as abelhas Européia e Africana (Apis mellifera e Apis mellifera scutellata), comumente associada ao nome pelo padrão de cor. No entanto, muitas pessoas não sabem que existem diversas espécies que são exclusivamente das áreas tropicais (América Latina, África, sudeste asiático e norte da Austrália), com cerca de 300 espécies no Brasil, chamadas de Abelhas-sem-ferrão ou Abelhas indígenas/nativas (Tribo Meliponini).  E apesar de fazerem parte da mesma família (Apidae), elas apresentam uma notável diferença em relação à morfologia (Abelhas sem ferrão possuem o ferrão atrofiado), aos hábitos sociais e, às vezes, até alimentares.

Principais diferenças entre as Abelhas 

Você sabe a importância das abelhas sem ferrão?

Apesar de pouco conhecidas, as Abelhas sem ferrão são de extrema importância para a manutenção dos biomas brasileiros. Por serem nativas do Brasil, se adaptam melhor ao clima e vegetação da nossa região neotropical, assim, auxiliam na polinização e na reprodução das plantas originárias, na preservação das nossas florestas e no equilíbrio dos ecossistemas.

Como ajudamos a salvar as abelhas?

Se você ficou até aqui, e entendeu como é importante a presença desses animais no para a manutenção da vida e que aprender como ajudar na conservação desses animais, vamos te dar algumas dicas:

1° Dica: Espalhe tudo o que você aprendeu até agora, e busque mais informações sobre esses animais e sobre as diferentes espécies. Lembre-se que só se importamos com aquilo que conhecemos!

2° Dica: Não mate as abelhas! Cada animal tem uma função importante na natureza, da polinização como fazem os insetos, a dispersão de sementes no caso das aves, o controle de outras populações como fazem os grandes predadores ou até mesmo reciclagem de matéria orgânica como as baratas.

3° Dica: Se gostar, cultive uma horta de temperos ou um jardim. Principalmente um jardim que possui flores pequenas que são polinizadas pelas abelhas sem ferrão e nativas no nosso país!

Glossário: Vem aprender com a gente!

Cadeia Alimentar – É a representação de como a energia (os alimentos) e os nutrientes movem-se em um ecossistema, ilustrando como cada ser vivo depende um do outro e pode servir de alimento para outro, formando  uma sequência que sustenta o meio ambiente.

Populações – São grupos de animais de uma determinada espécie que vivem em uma mesma área geográfica e interagem entre si.

Ecdise –  É um processo da troca do exoesqueleto (invertebrados)  ou da pele (réptil) de alguns animais, que ocorre várias vezes ao longo da vida, variando de acordo com a espécie.

Família Apidae Maior família de abelhas existentes, com quase 6.000 espécies vivas, incluindo as abelhas com e sem ferrão. São parte desta família as abelhas sociais, conhecidas pela produção mel e as abelhas solitárias que não produzem mel.

Morfologia biológica – Área que estuda as estruturas, forma e organização interna e externa dos seres vivos.

Nativo – Indivíduo que ocorre naturalmente em uma região ou bioma.

Texto elaborado pela equipe de Educação Para Conservação do BioParque do Rio

Referências 

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ESTUDOS DAS ABELHAS (A.B.E.L.H.A.). Canal Tudo sobre Abelhas. [2020]. Disponível em: https://abelha.org.br/canal-tudo-sobre-abelhas/. Acesso em: 6 maio de 2026.

BRIGGS, D.; WALTER, B. M. Plant variation and evolution. England: Cambridge University Press, 1997.

NATIONAL GEOGRAPHIC. Secrets of bees adaptation pollinators. Disponível em: https://www.nationalgeographic.com/animals/article/secrets-of-bees-adaptation-pollinators. Acesso em: 14 maio de 2026.

NATIONAL GEOGRAPHIC BRASIL. Não vemos um quarto das espécies conhecidas de abelhas desde a década de 1990. 2021. Disponível em: https://www.nationalgeographicbrasil.com/animais/2021/01/nao-vemos-um-quarto-das-especies-conhecidas-de-abelhas-desde-a-decada-de-1990. Acesso em: 19 maio 2026.

SILVEIRA, Fernando A.; MELO, Gabriel AR; ALMEIDA, Eduardo AB. Abelhas brasileiras: sistemática e identificação. [S. l.: s. n.], 2002.

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ. Projeto de Introdução à Ciência e Conservação da Entomologia. GUIA: Observando e identificando insetos. Curitiba: UFPR, 2025. 8. Disponível em: https://picce.ufpr.br/wp-content/uploads/2025/04/8.-GUIA_-Observando-e-identificando-insetos.pdf. Acesso em: 4 maio de 2026.

ZATTARA, Eduardo E.; AIZEN, Marcelo A. Registros de ocorrência em todo o mundo sugerem um declínio global na riqueza de espécies de abelhas. One Earth , v. 4, n. 1, p. 114-123, 2021.MUSEUM OF THE EARTH. Bees: Diversity. [S. l.]: Museum of the Earth, 2024. Disponível em: https://www.museumoftheearth.org/bees/diversity#:~:text=Apidae%20%C3%A9%20a%20maior%20fam%C3%ADlia,300%20tipos%20diferentes%20de%20zang%C3%B5es.Acesso em: 17 maio  de 2026.

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