O dia 17/05 é marcado pela conscientização sobre as espécies ameaçadas. Por isso, decidimos trazer um texto que aborda como cientistas e pesquisadores trabalham em prol da conservação e proteção de cada uma delas. Mas, antes de tudo, vamos do início!
Em cada canto dos continentes do nosso planeta, existem diferentes espécies que compõem o que conhecemos como ecossistema. Essa palavra se refere ao ambiente onde ocorrem as interações entre os seres vivos e os processos biológicos. Ou seja: o ecossistema abrange desde um pequeno inseto construindo sua toca até um grande mamífero se protegendo de uma chuva de verão. Infelizmente, os ecossistemas vêm sendo afetados diariamente pela ação humana, através da urbanização, operação de fábricas, poluição e afins.
Com o desequilíbrio nos ambientes, grande parte das espécies fica vulnerável e pode acabar desaparecendo. O processo de desaparecimento definitivo de uma espécie se chama extinção.
Para monitorar esse cenário, pesquisadores criaram uma forma de entender o nível de risco de cada animal. A Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza) foi criada em 1964 e é responsável por classificar as espécies em nove categorias baseadas em critérios científicos, como distribuição geográfica, tamanho da população e taxa de declínio.
Quanto mais ameaçada, mais próximo a espécie está da categoria de extinção; quanto menos ameaçada, mais próxima da categoria “pouco preocupante”. O orangotango-de-sumatra (Pongo abelli), por exemplo, é uma espécie categorizada como “criticamente em perigo”. Já a iguana-verde (Iguana iguana) é uma espécie classificada como “pouco preocupante”.
No BioParque do Rio, temos duas fêmeas de orangotango que nasceram por aqui: a Else e a Fiona. Essa espécie sofre ameaças principalmente pelo desmatamento e pelo uso indevido de recursos naturais de seu habitat. Sem o equilíbrio florestal, os orangotangos não conseguem se abrigar, se alimentar ou se deslocar adequadamente.
Já as iguanas, apesar de não correrem risco iminente de extinção, também sofrem impactos graves das mudanças climáticas. Na América do Norte, por exemplo, é possível observar como esses animais têm sua temperatura corporal desestabilizada pela crise climática. Algumas épocas passaram a registrar temperaturas mais baixas que o normal, fazendo com que esses répteis tenham dificuldade de se termorregular. Vale lembrar que os répteis não controlam a temperatura interna sozinhos; eles dependem de fatores externos, como a luz solar. Sendo assim, em episódios de frio extremo e incomum, populações norte-americanas já registraram diversos animais congelados.
Os zoológicos ocupam um papel importantíssimo na conservação. Esses espaços promovem a reprodução assistida e o cuidado especializado, garantindo a possibilidade de futuras reintroduções na natureza e o desenvolvimento de populações viáveis.
E aí, curtiu o texto? Vem visitar o BioParque do Rio para saber muito mais!


