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Fonte: https://www.pexels.com/pt-br/foto/29390558/

Anualmente, no dia 17 de junho, celebramos por todo o mundo o Dia Mundial dos Crocodilianos.

A data foi criada oficialmente em 2017 para conscientizar sobre a necessidade de conservação dos crocodilianos, que estão como um todo correndo perigo, com diversas espécies classificadas em estado de vulnerabilidade, em perigo e até mesmo criticamente em perigo, por conta de perda e destruição de habitat, alterações climáticas, caça ilegal e desinformação. 

CONHECENDO OS CROCODILIANOS:

Os crocodilianos são répteis que existem há mais de 200 milhões de anos. São animais ectotérmicos, o que quer dizer que utilizam fontes de calor externas como a radiação solar para regular a sua temperatura corporal interna e auxiliar nas suas funções vitais, como por exemplo, a digestão; Também utilizam a temperatura da água para para se refrescarem e não entrarem em estado de hipertermia, causando um aumento anormal da temperatura e desidratação grave, o que pode ser fatal.

São ovíparos e os seus embriões se desenvolvem dentro de ovos, mas o sexo dos filhotes depende da temperatura do ninho durante o desenvolvimento. São semiaquáticos, ou seja, adaptados para viver tanto na terra quanto na água, podendo ser observados submersos nos rios e lagos que vivem, ou apoiados em pedras, tomando banho de sol.

Atualmente, existem 24 espécies de crocodilianos reconhecidas cientificamente no mundo e elas se dividem em três famílias:

Jacarés (Alligatoridae) com 8 espécies;
Crocodilos (Crocodylidae) com 16 espécies;
Gaviais (Gavialidae) com 2 espécies. 

 Jacarés (Alligatoridae):

Fonte: Pixels (2023). 

Existem oito espécies de jacarés no mundo e o Brasil abriga seis dessas espécies naturalmente, ou seja, 75% das espécies mundiais, e isso inclui a maior espécie de jacaré do mundo e a menor. Vamos conhecê-las? essas são:

Jacaré-Açu (Melanosuchus niger): Possuem coloração escura, quase negra, o que facilita sua camuflagem nas águas dos rios, ganhando o apelido de “Jacaré negro”. É a maior espécie do Brasil, podendo alcançar os 5 metros de comprimento.

Status de Conservação: Pouco preocupante (LC).

Jacaré-de-papo-amarelo (Caiman latirostris): São conhecidos por esse nome porque durante o período de acasalamento costumam ficar com a área do papo amarelada. Possui uma média de 2,5 metros de comprimento.
Status de Conservação: Pouco preocupante (LC).


Jacaré-do-pantanal (Caiman yacare): Possui uma arcada dentária característica e poderosa, com seus dentes longos e pontiagudos que ficam à mostra mesmo quando estão de boca fechada, por conta disso é apelidado de “Jacaré piranha”. Possuem uma média de 2,5 a 3 metros de comprimento.
Status de Conservação: Pouco preocupante (LC).


Jacaretinga (Caiman crocodilus): Possuem uma crista óssea entre os olhos que serve para a proteção dos globos oculares e ajuda na camuflagem quando estão submersos, por essa crista ser tão destacada eles tem o apelido de “Jacaré de Óculos”. Possuem o comprimento médio de 2,5 metros.

Status de Conservação: Pouco preocupante (LC).


Jacaré-coroa (Paleosuchus trigonatus): Os filhotes nascem com uma mancha amarela na cabeça que desaparece conforme se desenvolvem, por conta dessa mancha eles são conhecidos popularmente como “Jacaré Coroa”. Possuem em média 1,7 metros a 2,3 metros de comprimento.

Status de Conservação: Pouco preocupante (LC).


Jacaré-anão (Paleosuchus palpebrosus): É a espécie de jacaré que mais possui placas ósseas que cobrem sua região dorsal e sua cauda, os osteodermos, tendo uma literal armadura.  É a menor espécie de jacaré do mundo, atingindo cerca de 1,3 a 1,5 metros de comprimento.

Status de Conservação: Pouco preocupante (LC).

Fazendo parte da família Alligatoridae também temos o Aligátor-americano (Alligator mississippiensis) e o Jacaré-da-China (Alligator sinensis), ambos com suas características distintas e únicas.

Crocodilos (Crocodylidae)

Fazendo parte da ordem Crocodylia também temos a família Crocodylidae, que abriga os “crocodilos verdadeiros”, como exemplo, podemos falar de algumas espécies características:

Crocodilo-de-água-salgada (Crocodylus porosus): É a única espécie de crocodilo capaz de viver e caçar em ambientes de alta salinidade, por conta de suas glândulas de sal linguais que ficam atrás da língua que ajudam a eliminar o excesso de salinidade, é o maior réptil vivo do mundo e pode ultrapassar os 6 metros de comprimento.

Status de Conservação: Pouco preocupante (LC).

Crocodilo-do-nilo (Crocodylus niloticus): Conhecido como o maior predador de água doce do continente africano, também é uma das melhores mães do reino animal. As fêmeas protegem seus filhotes recém-nascidos com suas mandíbulas, os colocando dentro de suas bocas para protegê-los. Em média, possui de 4 a 4,5 metros de comprimento.

Status de Conservação: Pouco preocupante (LC).

Crocodilo-cubano (Crocodylus rhombifer): É endêmico de Cuba, o que significa que apenas são encontrados na região do caribe, considerado a espécie “mais” terrestre” dos crocodilos, com características como suas pernas mais longas e mais fortes comparadas às de outras espécies, o que o permite ser um exímio predador tanto em ambiente aquático quanto em ambiente terrestre, podendo galopar a até 24 km/h. Possui em média 3,5 metros de comprimento.

Status de Conservação: Em perigo Crítico (CR).


Nessa família também podemos encontrar o Crocodilo-americano (Crocodylus acutus), Crocodilo-persa (Crocodylus palustris), Crocodilo-do-orinoco (Crocodylus intermedius) , Crocodilo-siamês (Crocodylus-siamensis) e Crocodilo-da-nova-guiné (Crocodylus-novaeguineae).

Gaviais (Gavialidae)

Fonte: Pixels (2024).

É a família mais característica da Crocodylia, seus focinhos são largos e afinados, perfeitos para pegar peixes; Infelizmente esta espécie se encontra ameaçada, por conta de, por exemplo, o represamento dos rios, que altera criticamente seu habitat, e diferente dos outros crocodilianos, os gaviais não andam bem em terra, por conta disso não conseguem se locomover com facilidade para outros cursos de água. Vamos conhecer mais sobre essa espécie?

Gavial (Gavialis gangeticus): São encontrados nos rios e bacias da Índia e do Nepal. Por conta de uma protuberância, os focinhos dos machos são chamados de “Ghara”, o que significa “pote de barro” em hindi, por conta da semelhança aos potes usados para armazenar água. Em média, pode alcançar os 4,5 ou até mesmo 5 metros de comprimento.

Status de Conservação: Em perigo Crítico (CR).

Gavial-da-malásia (Tomistoma schlegelii): Sendo encontrado na Malásia e Indonésia, é também conhecido como “falso gavial”, por conta de suas diferenças em comparação ao Gavial. O Gavial-da-Malásia possui um formato de focinho mais robusto e achatado e uma mandíbula mais forte, o permitindo ter uma dieta mais ampla. Alcançam em média 4 a 5 metros de comprimento. 

Status de Conservação: Em perigo (EN).

Porque é importante a conservação destes animais?

Os crocodilianos possuem um papel essencial e insubstituível nos ecossistemas em que fazem parte, sendo fertilizadores naturais, mantendo as águas limpas para outras espécies e regulando populações, para evitar degradação. Então lembre-se sempre que a conservação dos crocodilianos é também preservar o equilíbrio de diversos ecossistemas como os rios, lagos e manguezais.



REFERÊNCIAS:


Dia Mundial dos Crocodilianos:
https://nationaldaycalendar.com/celebrations/world-croc-day-june-17
https://www.iucncsg.org/pages/Classification-of-Living-Crocodilians.html
https://www.imd.org.br/single-post/jornada-marginais-cap4-os-jacares-do-brasil
https://animaldiversity.org/accounts/Crocodylia/
https://education.nationalgeographic.org/resource/crocodilian-ranges/
https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0168159123002708
https://www.iucncsg.org/pages/The-Crocodilian-Body.html

Jacarés:
https://animaldiversity.org/accounts/Melanosuchus_niger/
https://www.nationalgeographicbrasil.com/animais/2025/02/os-5-fatos-sobre-o-jacare-acu-o-maior-jacare-do-mundo-vive-nos-rios-da-amazonia-brasileira

https://animaldiversity.org/accounts/Caiman_latirostris/

https://animaldiversity.org/accounts/Caiman_yacare/
https://sospantanal.org.br/conheca-o-jacare-do-pantanal-especie-emblematica-do-pantanal/
https://bonitoepantanal.com.br/jacare-pantanal/
https://www.nationalgeographicbrasil.com/natgeo-ilustra/pantanal

https://animaldiversity.org/accounts/Caiman_crocodilus/
https://oeco.org.br/noticias/26843-jacaretinga-o-jacare-de-oculos/

https://animaldiversity.org/accounts/Paleosuchus_trigonatus/
https://portalamazonia.com/manaus-selvagem/jacare-coroa/
https://www.nativealimentos.com.br/sustentabilidade/biodiversidade/animais/repteis/jacare-coroa/34

https://animaldiversity.org/accounts/Paleosuchus_palpebrosus/

Crocodilos:
https://animaldiversity.org/accounts/Crocodylus_porosus/
https://www.bioicos.org.br/post/existe-crocodilo-que-vive-em-agua-salgada
https://www.4ocean.com/blogs/cause-of-the-month/creature-feature-saltwater-crocodiles

https://animalia.bio/nile-crocodile
https://www.crocodilesoftheworld.co.uk/animals/nile-or-african-crocodile/

https://animaldiversity.org/accounts/Crocodylus_rhombifer/
https://nationalzoo.si.edu/animals/news/8-fascinating-facts-about-cuban-crocodile-rare-caribbean-predator

Gaviais:
https://www.edgeofexistence.org/species/gharial/

https://animaldiversity.org/accounts/Gavialis_gangeticus/
https://www.nationalgeographicbrasil.com/animais/gavial
https://nationalzoo.si.edu/animals/gharial

https://animaldiversity.org/accounts/Tomistoma_schlegelii/

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